O curso livre visa oferecer uma introdução teórica e prática sobre os princípios fundamentais da gravação de áudio, captação criativa e edição experimental. Os participantes deverão adquirir uma compreensão dos fundamentos básicos da gravação e acústica, experimentar técnicas criativas de captação e manipulação sonora, desenvolver a sua escuta crítica e criar uma peça sonora final utilizando o material recolhido ao longo do curso.
HORÁRIO
5, 6 e 7 de março de 2026
DURAÇÃO
12 horas | 3 sessões
LOCAL
Escola das Artes – Universidade Autónoma de Lisboa (Campo de Ourique)
– Fundamentos da gravação e equipamentos (microfones, padrões polares, pré-amplificador e cabos);
– Técnicas de captação e gravação criativa (técnicas de captação, a captação e o espaço, gravação criativa);
– Edição, processamento criativo e projecto final (peça sonora).
PROPINAS
175,00 €
Condições de pagamento
Pagamento único.
O pagamento poderá ser efetuado na totalidade aquando da inscrição.
CONDIÇÕES DE ACESSO
Sem condições de acesso.
INSCRIÇÕES
Número de vagas: 15
O curso apenas se realizará mediante um número mínimo de alunos inscritos.
João Lucas (1990, Covilhã) iniciou os seus estudos musicais aos 15 anos, na Filarmónica Recreativa Carvalhense, em saxofone barítono. Em 2006 decidiu estudar contrabaixo e ingressou na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, onde estudou com o professor Romeu Santos, tendo também frequentado a escola Escola Profissional da Metropolitanta durante um ano.
Em 2011, foi convidado pelo professor Quirijn Altena a integrar a sua classe no Conservatório Real da Haia, onde concluiu o bacharelato e mestrado em Performance de Contrabaixo em 2015 e 2017 respectivamente. O seu tema de tese incidiu sobre gravações caseiras, explorando e simplificando métodos que permitam a músicos obter melhores resultados para audições ou promoção, sem a necessidade de recorrer a grandes investimentos em estúdios, engenheiros ou equipamentos. Como contrabaixista, colaborou com várias orquestras e ensembles de destaque, entre os quais a Residentie BachOrkest, Asko|Schönberg Ensemble, Residentie Orkest, Orquestra de Câmara Portuguesa, e a Lucerne Festival Academy, tendo sido nesta última, um dos músicos escolhidos para integrar um projeto em colaboração com a London Symphony Orchestra, dirigido por Sir Simon Rattle. Paralelamente, estudou ‘Recording and Mixing Engineering’ nos famosos Wisseloord Studios e mantém-se muito ativo na área da produção musical. Ao longo dos anos tem-se dedicado intensamente à música improvisada e experimental, sendo colaborador ativo do coletivo de música criativa Profound Whatever. Como produtor e engenheiro de gravação, o seu trabalho destaca-se pelo foco no analógico, especialmente na gravação e manipulação de fita magnética.
Actualmente, João Lucas move-se entre universos distintos: da música antiga com a Residentie BachOrkest, ao rock indie/alternativo com a banda Jackalope Eye, passando pela vida de estúdio, onde continua a explorar novas linguagens sonoras. Essa constante transição entre contextos alimenta a sua criatividade e define a sua identidade artística.
