O curso visa articular pensamento crítico e prática criativa, abordando o cinema colonial e pós-colonial enquanto linguagem artística e cultural relacionada com memória, poder, identidade e representação. Insere-se na missão da Escola das Artes como espaço de experimentação, criação e reflexão contemporânea. O curso tem como principais objectivos desenvolver pensamento crítico sobre cinema colonial e pós-colonial; analisar o cinema enquanto linguagem de representação, memória e resistência; estimular a criação cinematográfica com fundamentos históricos e políticos; articular teoria crítica, análise fílmica e prática artística e apoiar o desenvolvimento de projectos autorais.
HORÁRIO
A partir de 30 de março de 2026
2ª-feira, 4ª-feira e 6ª-feira
17:00-19:00
DURAÇÃO
24 horas | 12 sessões
LOCAL
Online
– Cinema, História e Colonialidade;
– Imagem, Poder e Representação;
– Teorias Pós-Coloniais e Cinema Contemporâneo;
– Cinemas Africanos, Lusófonos e da Diáspora;
– Estudos de Caso: PALOP, Brasil, Europa Pós-Colonial;
– Africa Film Lab — laboratório de criação e circulação.
PROPINAS
175,00 €
Condições de pagamento
Pagamento único.
O pagamento poderá ser efetuado na totalidade aquando da inscrição.
CONDIÇÕES DE ACESSO
Sem condições de acesso.
INSCRIÇÕES
Número de vagas: 15
O curso apenas se realizará mediante um número mínimo de alunos inscritos.
Guenny K. Pires é cineasta e professor universitário cabo-verdiano–americano, com mais de três décadas de experiência no cinema e nos media digitais. A sua atividade situa-se na intersecção entre criação artística, investigação académica e pensamento crítico, centrando-se nas problemáticas da identidade, memória histórica, colonialismo e diáspora africana. É licenciado em Antropologia/Sociologia pela Universidade Lusófona, Mestre em Artes Audiovisuais e Comunicação pela Universidade do Porto e Mestre em Belas-Artes (MFA) em Cinema, Televisão e Fotografia pela Mount Saint Mary’s University – Hollywood Studio Campus. Encontra-se a desenvolver doutoramento na Antioch University (EUA), com investigação orientada para os Estudos Pós-Coloniais, cinema e memória, soberania visual e representações no contexto africano e afro-diaspórico. A sua filmografia, documental e ficcional, tem sido distinguida internacionalmente e apresentada em festivais e contextos académicos, destacando-se pela análise crítica das narrativas coloniais e pela reflexão sobre as estruturas de poder inscritas na linguagem cinematográfica. Fundou a Txan Film Productions & Visual Arts, o DjârFogo International Film Festival (DIFF) e o Africa Film Lab, iniciativas dedicadas à formação, circulação e desenvolvimento do cinema africano e da diáspora. Desenvolve igualmente o projeto Manecon di Bordera AgroCine, que articula território, memória cultural e narrativa audiovisual em Chã das Caldeiras, Cabo Verde, integrando práticas sustentáveis e produção artística. É também fundador da CineRise Film School, projeto de orientação pan-africanista voltado para a formação crítica e emancipatória no campo do cinema. A sua prática pedagógica integra análise fílmica, enquadramento histórico-teórico e reflexão interdisciplinar, contribuindo para a consolidação da unidade curricular Cinema Colonial e Pós-Colonial no ensino superior lusófono.
