Interartes

A Pós-graduação em Interartes visa dotar os estudantes de competências práticas e ferramentas conceptuais na área da arte contemporânea, tendo como principais âncoras disciplinares a instalação artística e a performance. Tendo em consideração a crescente relação entre arte, corpo e tecnologia, o plano curricular apresenta uma abordagem interdisciplinar focada na produção artística expandida, reunindo unidades curriculares de cariz laboratorial e teórico-prático.  

Com uma forte ligação ao sector profissionalizante, o curso pretende ainda estimular o contacto dos estudantes com o universo de trabalho, apresentando um corpo docente com prestigiados artistas portugueses, bem como diversos artistas emergentes. Por forma a complementar o programa de estudos, a pós-graduação oferece ainda um conjunto de seminários com docentes convidados nas áreas da arte e tecnologia. 

No final do curso, cada estudante deverá apresentar o projeto desenvolvido ao longo do ano, sob tutoria, numa exposição coletiva, com curadoria dos coordenadores.

HORÁRIO

Setembro de 2026 a junho de 2027

4ª, 5ª e 6ª-feira
17:00–22:00
Pós-laboral

DURAÇÃO

60 ECTS | 390 horas

LOCAL

Escola das Artes – Universidade Autónoma de Lisboa (Campo de Ourique)

Coordenação Científica
Luís Lima
Coordenação Pedagógica
Alexandra João Martins
Plano Curricular

1º Semestre

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Imagem e Movimento

Entre a imagem fotográfica na qual um único enquadramento pode “conter um mundo” e as 24 imagens por segundo do cinema, existem intervalos, entre uma imagem e outra numa sequência de imagens ou planos, onde habitam uma série de questões formais, conceptuais, políticas e sociais. Do ensaio fotográfico ao filme-ensaio, passando pela fotografia e o cinema expandidos, a unidade pretende dar a conhecer, explorar e cativar o pensamento e a experimentação artística transmedia entre imagem e movimento na arte contemporânea, relacionando-a com o cinema, a ficção, a não-ficção, a antropologia visual, o formato livro, a dança e o som.

Docente: Tatiana Macedo

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Arte Sonora

A unidade curricular visa dotar os estudantes de ferramentas práticas, conceptuais e críticas para a produção de peças artísticas sonoras, tendo em consideração a história da arte sonora. A unidade curricular procurará ainda acautelar as principais problemáticas associadas à transição dos métodos de trabalho analógicos para os métodos digitais, bem como refletir sobre as potencialidades da experimentação sonora na cultura contemporânea. As técnicas abordadas incluem gravação de campo, síntese e modulação de áudio por computador, e construção de mecanismos electrónicos e/ou electroacústicos.

Docente: João Polido Gomes

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Corpo e Performatividade

A unidade curricular, de cariz teórico-prático, visa dotar os estudantes de ferramentas de investigação, criação e reflexão filosófica com um foco particular no corpo e sua expressão. Esta unidade curricular debruça-se sobre o estudo da relação entre corpo, espaço, tempo, outro e objectos, estabelecendo conexões com processos artísticos e pensamentos filosóficos de diferentes autores através da experimentação, da leitura e da consulta de arquivos e documentação. O método abordado consiste na prática como investigação articulando a teoria, a filosofia e as práticas incorporadas. A bibliografia encontra o seu contexto nos campos de investigação da filosofia, dos estudos de performance e das artes performativas.

Docente: Ana Mira

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Problemáticas Contemporâneas

A unidade curricular visa dotar os estudantes de ferramentas conceptuais e críticas em torno das principais questões estéticas e políticas da contemporaneidade, bem como refletir sobre as diferentes abordagens ontológicas capturadas pelos discursos dominantes e contra-dominantes dos corpos (humanos e tecnológicos) e dos objectos artísticos contemporâneos, ou produzidos a partir destes. Desse modo serão explorados diversos tópicos considerados críticos, designadamente as relações do humano com a terra na era do capitaloceno, a técnica e a hiper-industrialização globalizada.

Docentes: Luís Lima e Alexandra João Martins

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Introdução à Programação Visual

A unidade curricular tem como objetivo proporcionar aos alunos uma compreensão abrangente e integrada das intersecções entre computação e criatividade, explorando tanto os fundamentos históricos como as aplicações práticas da programação no contexto das artes visuais. A disciplina trata os principais ambientes e programas, como Processing (JavaScript) e TouchDesigner (Python), analisando as suas características, vantagens e limitações. Os alunos também aprendem técnicas de criação e manipulação de conteúdos visuais, imagens, vídeos e sistemas de partículas. Este conhecimento é essencial para a manipulação expressiva e interativa desses elementos.

Docente: Bárbara Paixão

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Projeto I

A unidade curricular visa dotar os estudantes de ferramentas práticas e conceptuais na produção de objectos artísticos. A unidade curricular procurará também debater as principais problemáticas associadas à transição entre a prática artistica de laboratorio/atelier (dentro de um quadro expandido e crítico da definição deste lugar) e sua apresentação pública em cenários expositivos ou performáticos (sejam estes institucionais, independentes ou outros). Pretende ainda reflectir sobre as potencialidades da experimentação numa cultura que tende a ser dominada pela objectificação.

Docentes: João Alves e Marta Ângela (Von Calhau!)

2º Semestre

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Teoria dos Media

A unidade curricular tem como objetivo proporcionar aos estudantes um conjunto plural de meios analíticos, hermenêuticos e críticos que lhes permitam colocar em diálogo as práticas artísticas com as teorias dos media e com as questões e os fazeres que os media contemporâneos instigam e produzem. Tais questões e fazeres serão discutidos a partir de obras e discursos em sessões que permitirão: construir um discurso argumentativo e reflexivo sobre as relações entre cultura, arte, media e realidade; reflectir sobra tecnologização das experiências estéticas e artísticas; pensar os contextos, possibilidades e limites da obra de arte na sua relação com os diferentes media; obter capacidade para investigar e escrever, criticamente, sobre os temas explorados no âmbito das aulas; reconhecer e evocar a(s) história(s) dos principais meios de comunicação, em especial na condição de elementos da expressão artística no século XX e nas últimas duas décadas e identificar e problematizar a influência desses meios na transformação dos valores culturais, das relações sociais, da perceção do mundo, da experiência estética e da obra de arte.

Docente: José Marmeleira

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Tecnologias Digitais

A unidade curricular visa proporcionar aos alunos uma compreensão abrangente das ferramentas e técnicas utilizadas na criação de arte digital e na interação entre homem e computador. O foco está em desenvolver competências na utilização de software especializado, criação de visuais 2D e 3D, formas de projeção e exploração de sensores para interatividade. Os alunos terão contacto com o contexto histórico da computação nas artes visuais, explorando a evolução desde os primeiros desenvolvimentos até às práticas contemporâneas.

Docente: Bárbara Paixão

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Arte e Comunidade

A unidade curricular visa explorar as práticas artísticas em comunidade na contemporaneidade, problematizando os conceitos de arte participativa e arte colaborativa e de espectador, e dotar os alunos de competências práticas para a colaboração inter-comunitária. Nesse sentido, serão apresentados e discutidos vários estudos de casos de projectos artísticos nacionais e internacionais, tendo em consideração a motriz estética da arte como ferramenta para a coesão social, isto é, enquanto “escultura social”, como designou Joseph Bueys.

Docente: António Poppe

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Práticas Expositivas Expandidas

Através de uma visão que liga a performance às novas tecnologias esta unidade curricular pretende procurar os campos da extensão do corpo humano ligados aos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos permitindo uma nova visão sob o processo de criação e a aproximação mais direta às “technofantasias” contemporâneas. Desde os movimentos digitais à inclusão das ferramentas tecnológicas no dia-a-dia será vislumbrado o potencial de cada ferramenta em exercícios teóricos e práticos. Desde a assimilação de vários softwares que marcam a atualidade dos criativos no mundo da tecnologia como ao reverso; a tecnologia que modifica o comportamento criativo da comunidade artística e a forma de ver o mundo da sociedade contemporânea. Serão abordados vários softwares com foco na extensão do próprio corpo anatómico para os lugares performativos cyber expandidos, desde a manipulação, à interação e à gamificação. Será proporcionado aos alunos criarem uma peça performativa individual ou colectiva onde poderão assimilar todo o conhecimento teórico e prático adquirido.

Docente: João Pedro Fonseca

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Seminários

A unidade curricular visa complementar a oferta da pós-graduação, promovendo encontros abertos com vários artistas nacionais e internacionais convidados reconhecidos diversas áreas que a pós-graduação articula, a saber, imagem em movimento, arte sonora, performance, instalação e arte digital. Nesse sentido, a unidade curricular contribuirá ainda para reforçar a articulação desejada entre a comunidade de alunos e os profissionais.

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Projeto II

A unidade curricular visa dotar os estudantes de ferramentas práticas e conceptuais na produção de objectos artísticos. A unidade curricular procurará também debater as principais problemáticas associadas à transição entre a prática artistica de laboratorio/atelier (dentro de um quadro expandido e crítico da definição deste lugar) e sua apresentação pública em cenários expositivos ou performáticos (sejam estes institucionais, independentes ou outros). Pretende ainda reflectir sobre as potencialidades da experimentação numa cultura que tende a ser dominada pela objectificação.

Docentes: João Alves e Marta Ângela (Von Calhau!)

PROPINAS

3.900, 00 €

Condições de pagamento
O pagamento poderá ser efetuado em prestações ou na totalidade.

Condições especiais
Desconto de 10% para comunidade Autónoma

CONDIÇÕES DE ACESSO

Serão admitidos como candidatos:

  • Os titulares de grau de licenciado ou equivalente legal nas áreas das Artes Plásticas, Artes Visuais, Design, Arte Multimédia, Desenho, Ciências da Arte e do Património, Arquitetura, assim como em áreas afins;
  • Os titulares de grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo;
  • Os titulares de um grau académico superior estrangeiro nas áreas acima indicadas, que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado;
  • Os detentores de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste curso;
  • Os estudantes que se encontrem em fase de conclusão de licenciatura, nas áreas acima indicadas, num estabelecimento de ensino superior português.
CANDIDATURAS

As candidaturas poderão ser submetidas através do formulário.

Valor da candidatura: 150, 00€
Valor da inscrição: 100, 00€
Seguro escolar: 20, 00€

Número de vagas: 15

O curso apenas se realizará mediante um número mínimo de alunos inscritos.

As fichas de unidade curricular podem ser consultadas mediante pedido.

CORPO DOCENTE

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Alexandra João Martins

Licenciada em Ciências da Comunicação, mestre em Estudos Artísticos pela Universidade do Porto, e doutoranda em Estudos Artísticos na FCSH-Universidade Nova de Lisboa, tendo sido bolseira da FCT. Escreveu para diversas publicações. Colaborou e integrou os comités de seleção dos festivais Curtas Vila do Conde e Porto/Post/Doc. Em 2017, foi selecionada para o Talent Press Rio e, em 2018, comissariou a exposição Como o Sol/Como a Noite, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da retrospetiva dedicada a António Reis e Margarida Cordeiro no Porto/Post/Doc.

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Ana Mira

Ana Mira dedica-se à investigação teórica e artística no encontro entre o movimento, a estética e a filosofia. Actualmente, lecciona na Escola Superior de Teatro e Cinema, Instituto Politécnico de Lisboa e no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, e é investigadora no Instituto de Filosofia da Nova. Estudou Práticas Somáticas, Dança Contemporânea e Artes Marciais Internas na Europa e nos Estados Unidos, e completou o Doutoramento em Filosofia /Estética na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa sob orientação do filósofo José Gil, como investigadora visitante no Centre for Research in Modern European Philosophy, Kingston University e bolseira da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia (2014). Foi investigadora visitante no departamento de Performance Studies, Tisch School of the Arts, New York University como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Na performance de dança destaca “At Once”, adaptação do solo de Deborah Hay/SPCP 2009 (Teatro Maria Matos, 2010) e a sua colaboração com Rosemary Butcher em “After Kaprow: The silent room + Book of journeys” (The Place Theatre, 2012) e “Test Pieces” (Nottdance Festival, 2015), em Inglaterra. Os seus ensaios de dança e filosofia têm sido publicados internacionalmente.

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António Poppe

Poeta, artista visual, performer, vive e trabalha em Lisboa. Concluiu o curso avançado de artes visuais do Ar.Co, em Lisboa, e estudou desenho e escultura no Royal College of Arts, Londres. Fez o mestrado em Arte Performativa e Cinema pela School of the Art Institute of Chicago, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento.

Autor de um trabalho híbrido entre as artes visuais, a performance e a poesia, que tem apresentado desde 1996, em várias instituições culturais e galerias como, o Museu de Serralves, MAAT, Culturgest, Gulbenkian, Fundação Carmona e Costa, Museu Soares dos Reis, Galeria ZDB, Galeria 111, Casa Fernando Pessoa, GIAJG, entre outros. Publicou cinco livros : Torre de Juan Abad (Assírio e Alvim), Livro da Luz (Documenta), Medicin (Douda Correria), Come Coral (Douda Correria), O Agitador e a Corrente (escrito com Mumtazz e publicado na Mariposa Azual).

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Bárbara Paixão

Bárbara Paixão (Bombarral, 1994) é uma artista digital dos novos media que desenvolve visuais 2D, instalações interativas e sets de VJing. Motivada pela complementaridade entre arte e tecnologia, o seu foco incide em trabalhar a interação entre o corpo e o computador. É em formato de instalação audiovisual que retira maior partido das experiências interativas. Trabalha frequentemente com sensores que capturam a presença humana e software que atua em tempo-real. Com recurso ao tempo-real permite-lhe ainda criar visuais que sejam reativos ao som, além de manipulados ao vivo, criando experiências sinestésicas.

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João Alves

João Alves é um dos membros da dupla Von Calhau!, que nasce em 2006 no Porto. É a designação do corpo de trabalho desenvolvido em comunhão por Marta Ângela e João Artur, nas formas irre e reconhecíveis de música, texto, artes visuais, performance, entre outras. Das últimas apresentações destacam-se Oximoroboro e Volta Subicida na Culturgest Lisboa em 2015; em 2016 Rotornariz na Galeria Pedro Alfacinha, ano em que editaram Ú (Kraak), disco apresentado em locais como Cafe Oto, De Player ou no Festival LAFMS Uncanny Valley; em 2017 apresentam a performance Tau-Tau, na BoCA bienal, re-apresentada em São Paulo no Festival Videobrasil; em 2018 apresentam a exposição/performance Phantom Blot Back to Attack na Kunstraum em Londres e a performance O Praner de Urizar no Museu de Serralves; entre Fevereiro e Maio de 2019 foram artistas na Residency Unlimited, Nova York (bolsa Atelier-Museu Júlio Pomar); em Fevereiro de 2020 inauguraram a exposição Unharias Ratóricas no MAAT, Lisboa.

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João Pedro Fonseca

João Pedro Fonseca é um artista transdisciplinar sediado em Lisboa com um trabalho dedicado à cyberspiritualidade, à transcendência, ao xenomorfismo, à fé molecular, às inteligências artificias e às propriedades imateriais. Dirige, juntamente com a artista Carincur, a ZABRA – Centro de Investigação de Arte Pós-Humana, as residências artísticas ZONA e é fundador do ZIGURFEST. Até à data conta com várias exposições e criações passando por estruturas como o Futurama, ModaLisboa, Lux Frágil, Fundação Champalimaud, Sónar Lisboa, FCT, FITEI, Teatro S. Luiz, entre outros. Desenvolve também um trabalho cenográfico e de desenho de luz nas artes cénicas, contando com várias peças de teatro, ópera e dança, colaborando com nomes como Albano Jerónimo, Carlos Pimenta, Miguel Moreira, Olga Roriz ou Gaya de Medeiros, passando pelos atuais maiores teatros do país desde o Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa, ao Teatro Nacional do São João, Porto.

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João Polido Gomes
João Polido Gomes é um compositor e artista da Marinha Grande, residente em Lisboa e estudante no Dutch Art Institute (2020-2022). Edita e atua música sob Polido. Edições musicais recentes incluem Sabor A Terra & A Casa E Os Cães (Holuzam, 2020) e Música Livre/Free Music (edição de autor com apoio da Spirit Shop, 2019). Colaborou como diretor de som e/ou compositor para os filmes de Louis Henderson, Madalena Fragoso e Margarida Meneses, Romana Schmalisch & Robert Schlicht, Filipa César e Marte Eknæs & Michael Amstad.
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José Marmeleira

Doutorado em Filosofia da Ciência, especialidade de Arte e Ciência, no âmbito do Programa de Doutoramento em Filosofia da Ciência, Tecnologia, Arte e Sociedade, José Marmeleira é Professor Adjunto Convidado na Escola Superior de Artes e Design – Politécnico de Leiria. Desenvolve, também, a atividade de jornalista e crítico cultural independente no Ípsilon, suplemento do jornal Público, e na revista Contemporânea.

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Luís Lima

Doutorado em Filosofia – especialidade de Estética –, pela FCSH/ Universidade Nova de Lisboa, como bolseiro de doutoramento da Fundação Calouste Gulbenkian para uma co-tutela em Paris IV – Sorbonne, no departamento de Literatura. Bolseiro da FCT no mestrado em Comunicação, Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias pela mesma universidade. Formou-se em Ciências da Comunicação com uma tese sobre os condicionamentos mútuos entre crítica e arte. Colaborou como jornalista em diversas publicações (Volta ao Mundo, Revista National GeographicArte IbéricaArte Capital, etc.). É director-fundador, desde Abril de 2023, da Escola das Artes da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). É Professor Associado na UAL e docente convidado na Escola Superior de Design (ESD) do IPCA e lecciona nestas instituições, entre outras UC’s, Teorias da Imagem, Escrita Criativa, Comunicação e Digital Storytelling, Cibercultura. É investigador no LabCom (Comunicação e Artes) e colaborador no CEAA (Arte e Estudos Críticos) e no núcleo de Investigação em Comunicação Nip.Com, na UAL. É membro, desde 2016, da Comissão Científica da CONFIA – Conferência Internacional de Ilustração e Animação no âmbito do Mestrado em Ilustração e Animação da ESD do IPCA. Integra, desde 2018, a Comissão de Selecção do festival de cinema Porto/Post/Doc. Trabalha como tradutor freelancer no campo do pensamento estético e literário contemporâneo (Gilles Deleuze, Jacques Rancière, Georges Didi-Huberman, François Truffaut, Bernard Stiegler, Marie-José Mondzain, Paul Éluard, Pierre Klossowski, Ghérasim Luca, etc.).

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Marta Ângela

Marta Ângela é um dos membros da dupla Von Calhau!, que nasce em 2006 no Porto. É a designação do corpo de trabalho desenvolvido em comunhão por Marta Ângela e João Artur, nas formas irre e reconhecíveis de música, texto, artes visuais, performance, entre outras. Das últimas apresentações destacam-se Oximoroboro e Volta Subicida na Culturgest Lisboa em 2015; em 2016 Rotornariz na Galeria Pedro Alfacinha, ano em que editaram Ú (Kraak), disco apresentado em locais como Cafe Oto, De Player ou no Festival LAFMS Uncanny Valley; em 2017 apresentam a performance Tau-Tau, na BoCA bienal, re-apresentada em São Paulo no Festival Videobrasil; em 2018 apresentam a exposição/performance Phantom Blot Back to Attack na Kunstraum em Londres e a performance O Praner de Urizar no Museu de Serralves; entre Fevereiro e Maio de 2019 foram artistas na Residency Unlimited, Nova York (bolsa Atelier-Museu Júlio Pomar); em Fevereiro de 2020 inauguraram a exposição Unharias Ratóricas no MAAT, Lisboa.

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Tatiana Macedo

Expõe internacionalmente e trabalha sobretudo nos campos híbridos da fotografia, do filme-ensaio, do som e da instalação. Mestre em Antropologia Visual, FCSH – Universidade Nova de Lisboa (2012) e Licenciada em Fine Arts, Central St Martins College of Art & Design (Londres, 2004). Em 2015 Macedo ganhou o primeiro Prémio Sonae Media Art com a instalação vídeo multicanal 1989. O seu primeiro filme, Seems So Long Ago, Nancy (2012) foi rodado na Tate Britain e Tate Modern, Londres, e exibido em Museus, Galerias e Festivais de Cinema incluindo o DocLisboa (2012), MARFICI – Mar del Plata (Argentina, 2013), Transcinema – Lima (Peru, 2013), Tate Britain (2012 e 2013), Tegenboschvanvreden Gallery (Amesterdão 2014) e Stedelijk Museum Bureau Video Programme (Amesterdão 2012). Esta obra ganhou também o SAW Film Prize pela American Anthropological Association – AAA (Washington-DC, 2014). Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no International Studio Programme da Künstlerhaus Bethanien (Berlim, 2016) entre outras. Exposições individuais e colectivas na Culturgest (Porto), DIDAC – Fundação DARDO (Santiago de Compostela), Tegenboschvanvreden (Amesterdão), Jeju Biennial (Coreia do Sul), MAAT, Appleton Square, Galeria Zé dos Bois, MNAC-MC (Lisboa), Iwalewahaus (Bayreuth), Kunstraum Botschaft (Berlim), Paris Photo, Arco Madrid, Photo Basel, entre outras. Está representada em várias coleções públicas e privadas.

DOCENTES CONVIDADOS

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Ana Cardoso

Ana Cardoso (n. 1978, Lisboa) vive e trabalha actualmente em Lisboa, após ter vivido e trabalhado em Nova Iorque entre 2004 e 2020, um período crucial no modo como o seu trabalho se desenvolveu e respondeu ao contexto e história da pintura recente. O seu trabalho centra-se na prática da pintura em diálogo com a abstracção, a instalação, e a sua activação enquanto objecto que dialoga com o corpo e o seu contexto.

A sua mais recente exposição, Leaky Abstraction, comissariada por João Pinharanda, MAAT — Museu de Arte, Aquitectura e Tecnologia, Lisboa, 2023, deu origem a uma publicação de artista, Leaky Abstraction — Four Color Edition (2024), desenvolvida em colaboração com Ana Baliza, onde se incluem textos do curador e dos escritores norte-americanos Maika Pollack e William J. Simmons.

Ana Cardoso concluiu o Mestrado em Pintura (MFA) no Hunter College — CUNY, Nova Iorque (2006), e uma Licenciatura em Pintura na FBAUL, Lisboa (2003).
Foi bolseira da Fundação Pollock-Krasner, Nova Iorque (2019-2020), fellow da masterclass Shandaken Projects — Paint School, Nova Iorque (2018-2019), e bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso-Americana entre 2004 e 2006.

O seu trabalho foi incluído em Painting Now, editado por Suzanne Hudson e publicado pela Thames & Hudson (2015), e tem aparecido em textos críticos na Artforum, Flash Art, Mousse, Modern Painters, Art in America, The Brooklyn Rail, Contemporânea, Público, Expresso, entre outros.

Cardoso foi finalista do Prémio Novos Artistas, Fundação EDP / MAAT, Lisboa (2017), e do Prémio Jovens Pintores — Fidelidade Mundial, Culturgest, Lisboa (2007).

Uma selecção das suas exposições inclui: Nuno Centeno, Porto (2023); Renata Fabbri, Milão (2023); Cristina Guerra, Lisboa (2021); Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa (2019); Klaus Von Nichtssagend, Nova Iorque (2019); Parapet Real Humans, St Louis (2018); Arpad Szenes — Museu Vieira da Silva, Lisboa (2018); MAAT, Lisboa (2017); Temnikova e Kasela, Tallinn (2017); Granpalazzo, Roma (2017); Jablonka Maruani Mercier, Knokke (2016); Rachel Uffner, Nova Iorque (2015); Andrew Rafacz, Chicago (2015); MNAC — Museu do Chiado, Lisboa (2015); Múrias Centeno, Lisboa (2014); Longhouse Projects, Nova Iorque (2014); Marianne Boesky, Nova Iorque (2012); Maisterravalbuena, Madrid (2012); Pedro Cera, Lisboa (2012); Bienal de Praga 5, Pra- ga (2011); Simone Subal, Nova Iorque (2011); Emily Harvey Foundation, Nova Iorque (2010); On Stellar Rays, Nova Iorque (2010); The Kitchen, Nova Iorque (2009); Tracy Williams, Nova Iorque (2009).

O seu trabalho está representado em colecções privadas e institucionais como: Museu Calouste Gulbenkian; Fundação EDP/MAAT; CACE—Colecção de Arte Contemporânea do Estado; Núcleo de Arte Contemporânea da Câmara Municipal de Lisboa, Galerias Municipais/EGEAC; Colecção Norlinda e José de Lima; Akzo Nobel Art Foundation, Amsterdam; entre outras.

Em 2020, Ana Cardoso fundou o espaço independente Figura Avulsa em Santa Catarina, Lisboa, onde organiza exposições e eventos ocasionais. O programa tem vindo a estabelecer uma comunidade entre artistas locais e internacionais como: Rebecca Watson Horn, Max Ruf, Christine Rebet, Gonçalo Pena, Leyla Gediz, Marta Angela (Von Calhau!), Allison Knowles, João Simões, Gwenn Thomas, Charles Mayton, Ellie Ga, Nikolai Nekh, entre outros.

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Diogo Baldaia

Diogo Baldaia nasceu no Porto e cresceu na cidade da Maia. Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa) onde se licenciou em Realização e Imagem. Tirou mestrado em Artes Plásticas na KASK Conservatorium (Ghent, Bélgica). Trabalhou e viveu em Bruxelas antes de regressar para Portugal, onde se baseia actualmente em Lisboa. Os seus filmes foram premiados e exibidos em festivais de cinema nacionais e internacionais, tais como o Festival Internacional de Roterdão, Vienna Shorts, Festival de Oberhausen, IndieLisboa.

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Salomé Lamas

Salomé Lamas é uma cineasta, artista visual e educadora portuguesa.

Nos últimos quinze anos e com uma produção constante de mais de trinta projetos, o trabalho de Salomé Lamas tem sido contextualizado na cultura visual, nos estudos artísticos e nos estudos fílmicos, exibido e distribuído internacionalmente nas áreas do cinema e da arte contemporânea.

Tem vindo a desenvolver uma prática artística que explora a relação entre a representação e o poder narrativo da realidade social, propondo algo diferente. Em torno, mas não para além, do real: para além, mas não ao lado, do ficcional. Para abordar os esforços de expansão desse interstício, refere-se ao seu trabalho como paraficções de prática crítica dos media.

Com uma formação mista em cinema e artes visuais, e uma investigação informada por uma epistemologia crítica, transnacional e subjetiva, centrada nas possibilidades abertas pelo pensamento ecológico, bem como na ligação entre a praxis artística, as mutações económicas, estéticas e a filosofia contemporânea, tem sido desafiada a cumprir uma única orientação ou a combiná-las na sua ação como artista/cineasta, mas também como educadora, em vários contextos, níveis e geografias.

O ethos multidisciplinar subjacente ao seu esforço artístico desafia continuamente os limites da narrativa visual, para promover diálogos críticos que levem o público a confrontar as complexidades da experiência humana e das dinâmicas sociais mais amplas, centradas na migração, no pós-colonialismo e na crítica do capitalismo.

Esta prática baseada na investigação perpetua um legado de investigação intelectual e inovação artística e aborda de forma crítica os papéis sociais e económicos da produção mediática, nas fases de desenvolvimento, produção, exibição, distribuição e arquivo, com resultados que vão desde filmes, instalações audiovisuais e publicações